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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Fazendo a Fisioterapia dar certo - parte 1

Olá pessoal, inicialmente agradecer a participação de todos aqui no blog mobilidade funcional, aos fiéis seguidores, já somos 269, um número que realmente eu não esperava. Ao que vem interagindo no Facebook, aos leitores da minha coluna  no site da revista novafisio, meus sinceros agradecimentos. Em especial, agradeço ao queridos amigos que concederam seu tempo para dar entrevistas à este modesto canal de comunicação. 
Aproveito ainda para recomendar que leiam a sessão de entrevistas aqui do blog, fiz uma releitura recentemente e percebi que está muito rica em informação.
O título dessa postagem é um tanto quanto pretensioso. Aliás, quem sou eu para ditar os rumos da fisioterapia.
Em minhas leituras e viagens pelos congressos, percebo um momento único na fisioterapia. Um momento de construção coletiva. Somos atores de uma era, arquitetando uma nova profissão.
Por vezes ouço que a fisioterapia é a profissão do futuro, e realmente não acredito nisso. Temos que entender que a demanda social existe, em diversos segmentos somos profissionais de primeiro contato (RPG, PILATES, DERMATO FUNCIONAL, entre tantas outras...). Somos presentes, é agora!
Primeiro contato significa que não dependemos, somos autônomos. Aliás, temos que lembrar das aulas de deontologia, e isso dentro de uma perspectiva transdisciplinar.
Várias vezes me perguntaram o que é mobilidade funcional, e até tive conflitos ao falar em funcionalidade. Venho discutindo o assunto, estudando, e percebendo os resultados.
Funcionalidade e mobilidade são premissas da sociedade de nossa época. As coisas tem que ser úteis (Sinonímia = funcionais). As coisas tem que ser rápidas "geração Fast-food". Renato Russo já cantava-nos, e em letras maiúsculas, somo uma geração coca-cola! Precisamos de mobilidade.
Assim temos que nos organizar, medir...medir...
Temos que ter uma maior sistematização naquilo que fazemos. - " Levanta dez vezes aí e tá bom!". -"Puxa o ar fundo viu?".
Sim, mais fundo aonde? Quanto? Quantas vezes ao dia? Durante quanto tempo?
A palavra de ordem é sistematização, ou seja, baseando-nos na literatura mais relevante sobre o tema em questão, aplicando e medindo e divulgando nossos resultados.
A prescrição deve ser específica, quantas vezes só não basta...
Pense nisso... Prescreva melhor, escreva melhor, faça a continuidade mínima necessária acontecer.
Envolva o paciente e a equipe dentro deste contexto. Se você escovar os dentes só uma vez por semana não adianta! Tem que ser prescrito adequadamente. Toda vez depois de se alimentar. Passe fio dental também viu... Observe as cerdas da escova... Dentista pelo menos uma vez por ano... 
Será que agimos assim... 
"Tó fazendo treinamento com Psv de 7 ". Sim quem te disse que com 7 cmH20 você está treinando alguém?     A literatura é clara, para treinar força eu preciso de carga adequada, ou melhor, corrigida de acordo ao percentil de força muscular máxima. Estamos fazendo manovacuometria? 
Nem sequer conduzimos estudos com desenhos uniformes para apontar a melhor técnica de mensuração  de força muscular ventilatória ainda. E isso é só um exemplo... Tobin comentou um pouco sobre isso. E eu acho que o caminho é esse, sermos mais racionais naquilo que fazemos... Sistematizadores da nossa própria assistência.

Até a próxima... Rodrigo Queiroz

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